A SAÚDE E, A COMUNICAÇÃO NA IGREJA E NO MUNDO
Que estratégias é que existem, para tornar a mensagem da saúde num testemunho, que transforme a vida das pessoas no mundo mais saudável?
1. OS VÁRIOS TIPOS DE MENSAGEM SOBRE A SAÚDE
O cristianismo tem mensagens específicas a nível da saúde e, deveria acrescentar áreas como o ambiente, o universo, a informação, a economia e, a globalização. O que acontece? Na generalidade, os discursos são os mesmos, de há 30 ou 40 anos atrás. Quando acontece haver pregadores novos, que até trabalham na área, por vezes o sentido de inovação perde-se na experiência própria. Nestas ocasiões, pode-se desvanecer algo do sentido de testemunho cristão, que simplificaria a vida de muitos crentes ao possibilitar a sua influência na sociedade. Então o que falta por vezes nas mensagens da saúde, para se ultrapassar estes pequenos problemas?
2. DIRECTRIZES ORIENTADORAS
A saúde, em termos espirituais é um dom, que pode ser aceite através de outras dádivas, tais como:
· A (fé) aceitação das palavras de Deus que propiciam a paz interior e exterior, assim como permitem as melhores combinações em qualidade (temperança) e quantidade (mordomia) das criações de Deus com as necessidades do ser humano tais como a autonomia, o comer, o beber, o mobilizar-se, o descanso e, a higiene.
· As radiações como o sol.
· A conjugação com a força da gravidade.
· O uso adequado dos constituintes da natureza como a temperatura, o vento, a terra, o ar, a água, a fauna, a flora, assim como todos outros elementos físicos, químicos e, microscópicos.
· As tecnologias, estruturas, produtos, materiais e equipamentos da sociedade, ou na natureza.
· As relações sócio-económicas, como a família, o trabalho, o rendimento, a habitação, a paz e justiça social, entre muitos outros exemplos.
Os problemas nas mensagens da saúde nesta área, é que se perde de vista estes conceitos durante as pregações. Ou seja, não é difícil pregar sobre estes elementos em separado, mas quando se trata de combinar todos estes elementos (principalmente a fé), nos vários exemplos de que se foca numa pregação de púlpito, as questões perdem a força de serem aceites pelos crentes, com decisões, que tornem os crentes vitoriosos nos seus testemunhos. Este problema é catastrófico, porque o crente não consegue destacar no final, em que ponto é que se evidencia a essência da mensagem e, o pior é que não se terá a noção de progressão da mensagem, tornando-se uma constante repetição, aborrecida, mas que para o crente é o melhor que há nos seus hábitos desactualizados. Veja-se por exemplo, este simples facto: quantas igrejas nas épocas dos grandes abusos no comer, como o Natal, fazem uma pregação sobre tão delicado assunto? Onde é que este excelente modelo, pode ser visto como um padrão, nos desvios da saúde e, ao mesmo tempo como uma orientação para a sua vida? Mas há mais…
3. O ESTADO DA SAÚDE DAS IGREJAS NO SEU INTERIOR E EXTERIOR
Quando é que algum crente assistiu, nas últimas pregações, a alguma abordagem, algum aspecto, ou área de saúde da sua igreja? Parte-se de princípios e de dados adquiridos, sem que se tenha tido qualquer tipo de conversa com os próprios membros, para se conhecer o seu estado geral. E, se esta abordagem falha em relação ao interior da igreja, o que dizer sobre o exterior? Repare-se por exemplo, as contínuas mensagens de modelos únicos de alimentação, em que o fornecimento ao consumidor são vindos directamente da Terra (defendido insistentemente por fundamentalistas) e, em que se põe de lado o progresso da indústria e, da distribuição alimentar. Já se pensou em fazer um levantamento, sobre critérios para os cristãos escolherem o melhor que existe nos ambientes dos hipermercados e, das pequenas superfícies?
4. A INFORMAÇÃO DE UM CRENTE PARA SIMPLIFICAR O TESTEMUNHO DE OUTROS
O testemunho de um crente pode levar à passividade de outro, quando a pregação se baseia somente no testemunho singular sobre a solução espiritual de uma situação. Cria-se às vezes a percepção de uma vitória fácil, que esbarra com os factos da realidade, que em cada caso pode não deixar concretizar a mensagem espiritual, que tão bem foi veiculada. Na mensagem da saúde, não é suficiente só a pregação do caso particular, mas há que dar possibilidades aos crentes aplicarem aos seus próprios exemplos e, permitir que a informação flua nas várias direcções. Isto significa, não só atenção a todo o conjunto e, também a conjugação com a organização eclesiástica. Mas aqui, a cultura por vezes faz coisas diferenciadoras a nível social, como por exemplo em controlar a informação, porque esta é poder e, uma fonte de privilégios. E as igrejas, não são excepção, a não ser que pelo Espírito queiram simplificar o testemunho e a vida dos crentes.