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ENTRE O TEMPO DE NOÉ E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO - 05/01/2013

05-01-2013 21:45

1. Nesta Terra as criações de Deus e, os seus encontros com o homem, ou são aceites, ou são rejeitados, ou são de imediato contrafeitos, para benefício de alguns poucos. Vejamos se o que está a acontecer agora, tem alguma semelhança com o que se passou no tempo de Noé, tal como vem referido em S. Mateus 24:34-39.                                  

  1. Veja-se o que aconteceu em Dezembro de 2012, em que as notícias deram profecias em que o mundo iria acabar. Agora, como não houve destruição, há que encontrar alguma justificação, mas haverá sempre quem anuncie sempre o fim do mundo, mas sem qualquer tipo de ligação à segunda vinda de Cristo. É sempre importante estar atento a estes acontecimentos, mas sem se julgar um privilegiado, ou cheio do tipo de preconceito, que caracterizava o fariseu perante a oração do publicano. Há necessidade de compreender como é que as catástrofes são vistas por quem conhece pouco e, não ficar sentado no meio de um conhecimento próprio, que se mostra espúrio para atrair quem quer que seja para a segunda vinda de Cristo.
  2. Para além, destas interpretações das catástrofes sem Cristo, há igrejas que pregam o fim do mundo, não de acordo com S. João 14:1-3 e, mais de acordo com o simbolismo dos 144 000 e o Cordeiro, que vem descrito no livro de Apocalipse. Há que relacionar todas estas palavras da Bíblia, com o que vem referido em I Tess. 4:15-16. Seja como for, em cada testemunho que é dado acerca da Segunda Vinda de Cristo, há alguns que se julgam mais bem informados e, testam o seu “músculo” bíblico perante ao menor conhecimento dos outros. Será esta a função do testemunho cristão? Ou não seria mais importante tentar encontrar no outro, a luz que decerto Deus também deu, em relação a este assunto glorioso? É mais preocupante para qualquer crente, não ter encontrado o que Deus tinha no testemunho do outro para si, do que “dar uma lição” sobre o grande conhecimento que se tem sobre a Segunda Vinda de Cristo. O conhecimento de Deus, não está limitado às paredes de qualquer igreja, mas é o que existe pelo Espírito em toda a parte do mundo. O importante, é o que se faz com ele, para se conhecer e viver ainda mais com Deus. Conhecer através da difusão nos dois sentidos a Deus, que se aproxima cada vez mais, é o maior sinal da segunda vinda de Cristo. 
  3. Cristo refere que antes da sua segunda vinda, os tempos seriam semelhantes aos de Noé (Génesis 6). Noé foi escolhido para pregar 120 anos e, pelos vistos, aparentemente ninguém prestou a atenção! Vamos desistir? A construção da arca foi um testemunho, ou seja, não se queria demonstrar perante os outros o que quer que fosse, mas simplesmente foram as obras da justiça de Deus em Cristo, para cada membro da família de Noé, no seu relacionamento com o mundo de então. A salvação apontada por Deus naquela altura foi só aquela e, tinha como fundamento os actos de Cristo nas suas gloriosas vindas e antes das mesmas. O que eram os actos de Noé, senão o que está a acontecer hoje com os crente? Com excepção das pregações que se contradizem com exemplos contrários aos de Cristo, o testemunho dos crentes exaltam a Cristo nos seus símbolos e, no caso de Noé a arca representava a Cristo. E, os acontecimentos depois foram catastróficos, em que pais suplicavam pelos filhos, enquanto outros se amarravam aos animais para se salvarem. O dilúvio não deixou escapar ninguém, no qual a maior parte não acreditou. Aquela arca ainda testemunha hoje em dia (tal como aconteceu quando Cristo se referiu a ela), a fé de Jesus em cada crente, perante a aproximação da glória de Deus. Há que definir desde já, que a arca não tinha qualquer tipo de poder e, Noé não parece ter sido mais um daqueles escolhidos pela família, ou por qualquer tipo de característica, a não ser somente, porque simplesmente aceitou pela fé a palavra, que revelava a Cristo e, que permitia as suas acções (de acordo com os dez mandamentos) para com o próximo. E o mais interessante, é que Noé e os familiares davam cada vez mais ao próximo, porque cada vez mais recebiam de Deus. Ao contrário de muitas interpretações, bastante lucrativas para alguns, em que se prega a mordomia do lucro, de se dar cada vez mais à custa de se receber cada vez menos, as contas de Deus descrevem-se claramente nas parábolas. Nestes exemplos em que se dá com a Divindade, o dar cada vez mais, resulta na generalidade de se estar a receber cada vez mais da Providência Divina. O que aconteceu com Noé e família, foi cada vez arriscarem mais, para receberem de forma segura cada vez mais em qualidade e quantidade, devido à presença gloriosa de Deus.
  4. Após o Dilúvio, vem descrito em Génesis 8:19, que Noé sacrifica animais em gratidão, simbolizando a aceitação plena do Cordeiro de Deus nas suas vidas. Este cordeiro significa a Cristo na sua primeira vinda, que mais tarde seria sacrificado para salvação daqueles que o aceitassem. Noé agradece pela aceitação da vida, mas também suplicando mais bênçãos. Houve amor e ao mesmo tempo a verdade neste relacionamento de vida plena da justiça de Cristo (ver em Génesis 9:11-12), aparecendo uma aliança, com o sinal do arco-íris. Desde Adão fazia parte do simbolismo sagrado destes cristãos, simbolizarem a primeira vinda de Cristo, com o que é o mais importante da vida, morte e ressurreição do Messias, que é o facto de Jesus morrer com o mal, ou o pecado, em conjunto com qualquer ser humano, em que reconhece que a vida depende desta expiação, para permitir a nova vida e ressurreição, que o Messias representa, disponibiliza e, concretiza na liberdade das suas acções. É limitador, quando se passa por este acontecimento, sem se explicar (há quem não goste de explicações, actualizações e, progressão no relacionamento com Deus), o valor e significado daquilo que Noé estava a fazer. Aquele monte de pedras e o Cordeiro, significava não somente o que Deus já fizera, mas o que faz e, o que fará na liberdade de Cristo, não somente na vida do crente, mas também em todo aquele a quem se testemunha. Hoje em dia, tudo isso foi substituído pela Bíblia, o baptismo, a Santa Ceia e as orações. Tudo o que este simbolismo apontava já se cumpriu na primeira vinda de Cristo e, agora os novos simbolismos apontam a Cristo no santuário Celeste (que é o trono de Deus) e, a sua aproximação pela segunda vinda, o Juízo e, a Nova Terra. A questão pertinente é esta: perante os actos criadores de Deus, revelados na vida em constante transformação dos crentes, qual a reacção do mundo?
  5. Os descendentes de Noé, começaram a duvidar da história e, deixaram de aceitar a existência de Deus. Cedo passaram à prática, construindo uma cidade e, uma torre, que é conhecida pelo nome de Babel (ver em Génesis 11:1-2). Várias são as interpretações para a escolha deste tipo de construção. Para a maioria, não era só importante encontrar explicações, mas também evitar o desastre através da água. Mas o fundamento de todas estas actividades, consistia principalmente em legitimar cada vez mais a rejeição para com Deus. No entanto, para Deus o importante foi a prevenção e o tratamento deste tipo de problemas. A melhor solução consistia no seguinte: espalhar o homem pelo planeta, para que desenvolvesse a diversidade e, houvesse um contacto mais próximo à terra, ou à natureza, que revelasse cada vez mais a Deus e, possibilitasse a felicidade humana.
  6. Somos só chamados a construir torres, ou altares? Não, tanto um como o outro caso, as construções são sempre resultados das respostas que se dão ao chamado de Deus. É uma ilusão pensar que as torres, ou os altares, é que são por eles próprios, o que está em questão. A simbologia é também a arte de comunicar da forma mais rápida, profunda e, factual, em quem se acredita, e o que está em causa, é a escolha na liberdade das criações de Deus, mesmo perante as contrafacções e, conflitos. A vida é constituída por incessantes encontros e, por mais que pareça, não é o brilho das torres ou dos altares, que mais contam para o próximo. Estes são simplesmente símbolos, que dão a conhecer o/a Deus com quem se testemunha, porque o importante são a liberdade, os preços e, as concretizações individuais conjugadas com as universais. Estas, em Cristo têm constantes transformações e, tarde ou cedo, os encontros de Deus se tornarão no definitivo encontro com Jesus, a partir da sua Segunda Vinda. Até lá, cabe a cada um escolher qual o tipo de relacionamento a ter neste momento e, no futuro com Deus, o próximo, o ambiente e, o Universo.