1. Nesta Terra as criações de Deus e, os seus encontros com o homem, ou são aceites, ou são rejeitados, ou são de imediato contrafeitos, para benefício de alguns poucos. Vejamos se o que está a acontecer agora, tem alguma semelhança com o que se passou no tempo de Noé, tal como vem referido em S. Mateus 24:34-39.
- Veja-se o que aconteceu em Dezembro de 2012, em que as notícias deram profecias em que o mundo iria acabar. Agora, como não houve destruição, há que encontrar alguma justificação, mas haverá sempre quem anuncie sempre o fim do mundo, mas sem qualquer tipo de ligação à segunda vinda de Cristo. É sempre importante estar atento a estes acontecimentos, mas sem se julgar um privilegiado, ou cheio do tipo de preconceito, que caracterizava o fariseu perante a oração do publicano. Há necessidade de compreender como é que as catástrofes são vistas por quem conhece pouco e, não ficar sentado no meio de um conhecimento próprio, que se mostra espúrio para atrair quem quer que seja para a segunda vinda de Cristo.
- Para além, destas interpretações das catástrofes sem Cristo, há igrejas que pregam o fim do mundo, não de acordo com S. João 14:1-3 e, mais de acordo com o simbolismo dos 144 000 e o Cordeiro, que vem descrito no livro de Apocalipse. Há que relacionar todas estas palavras da Bíblia, com o que vem referido em I Tess. 4:15-16. Seja como for, em cada testemunho que é dado acerca da Segunda Vinda de Cristo, há alguns que se julgam mais bem informados e, testam o seu “músculo” bíblico perante ao menor conhecimento dos outros. Será esta a função do testemunho cristão? Ou não seria mais importante tentar encontrar no outro, a luz que decerto Deus também deu, em relação a este assunto glorioso? É mais preocupante para qualquer crente, não ter encontrado o que Deus tinha no testemunho do outro para si, do que “dar uma lição” sobre o grande conhecimento que se tem sobre a Segunda Vinda de Cristo. O conhecimento de Deus, não está limitado às paredes de qualquer igreja, mas é o que existe pelo Espírito em toda a parte do mundo. O importante, é o que se faz com ele, para se conhecer e viver ainda mais com Deus. Conhecer através da difusão nos dois sentidos a Deus, que se aproxima cada vez mais, é o maior sinal da segunda vinda de Cristo.
- Cristo refere que antes da sua segunda vinda, os tempos seriam semelhantes aos de Noé (Génesis 6). Noé foi escolhido para pregar 120 anos e, pelos vistos, aparentemente ninguém prestou a atenção! Vamos desistir? A construção da arca foi um testemunho, ou seja, não se queria demonstrar perante os outros o que quer que fosse, mas simplesmente foram as obras da justiça de Deus em Cristo, para cada membro da família de Noé, no seu relacionamento com o mundo de então. A salvação apontada por Deus naquela altura foi só aquela e, tinha como fundamento os actos de Cristo nas suas gloriosas vindas e antes das mesmas. O que eram os actos de Noé, senão o que está a acontecer hoje com os crente? Com excepção das pregações que se contradizem com exemplos contrários aos de Cristo, o testemunho dos crentes exaltam a Cristo nos seus símbolos e, no caso de Noé a arca representava a Cristo. E, os acontecimentos depois foram catastróficos, em que pais suplicavam pelos filhos, enquanto outros se amarravam aos animais para se salvarem. O dilúvio não deixou escapar ninguém, no qual a maior parte não acreditou. Aquela arca ainda testemunha hoje em dia (tal como aconteceu quando Cristo se referiu a ela), a fé de Jesus em cada crente, perante a aproximação da glória de Deus. Há que definir desde já, que a arca não tinha qualquer tipo de poder e, Noé não parece ter sido mais um daqueles escolhidos pela família, ou por qualquer tipo de característica, a não ser somente, porque simplesmente aceitou pela fé a palavra, que revelava a Cristo e, que permitia as suas acções (de acordo com os dez mandamentos) para com o próximo. E o mais interessante, é que Noé e os familiares davam cada vez mais ao próximo, porque cada vez mais recebiam de Deus. Ao contrário de muitas interpretações, bastante lucrativas para alguns, em que se prega a mordomia do lucro, de se dar cada vez mais à custa de se receber cada vez menos, as contas de Deus descrevem-se claramente nas parábolas. Nestes exemplos em que se dá com a Divindade, o dar cada vez mais, resulta na generalidade de se estar a receber cada vez mais da Providência Divina. O que aconteceu com Noé e família, foi cada vez arriscarem mais, para receberem de forma segura cada vez mais em qualidade e quantidade, devido à presença gloriosa de Deus.
- Após o Dilúvio, vem descrito em Génesis 8:19, que Noé sacrifica animais em gratidão, simbolizando a aceitação plena do Cordeiro de Deus nas suas vidas. Este cordeiro significa a Cristo na sua primeira vinda, que mais tarde seria sacrificado para salvação daqueles que o aceitassem. Noé agradece pela aceitação da vida, mas também suplicando mais bênçãos. Houve amor e ao mesmo tempo a verdade neste relacionamento de vida plena da justiça de Cristo (ver em Génesis 9:11-12), aparecendo uma aliança, com o sinal do arco-íris. Desde Adão fazia parte do simbolismo sagrado destes cristãos, simbolizarem a primeira vinda de Cristo, com o que é o mais importante da vida, morte e ressurreição do Messias, que é o facto de Jesus morrer com o mal, ou o pecado, em conjunto com qualquer ser humano, em que reconhece que a vida depende desta expiação, para permitir a nova vida e ressurreição, que o Messias representa, disponibiliza e, concretiza na liberdade das suas acções. É limitador, quando se passa por este acontecimento, sem se explicar (há quem não goste de explicações, actualizações e, progressão no relacionamento com Deus), o valor e significado daquilo que Noé estava a fazer. Aquele monte de pedras e o Cordeiro, significava não somente o que Deus já fizera, mas o que faz e, o que fará na liberdade de Cristo, não somente na vida do crente, mas também em todo aquele a quem se testemunha. Hoje em dia, tudo isso foi substituído pela Bíblia, o baptismo, a Santa Ceia e as orações. Tudo o que este simbolismo apontava já se cumpriu na primeira vinda de Cristo e, agora os novos simbolismos apontam a Cristo no santuário Celeste (que é o trono de Deus) e, a sua aproximação pela segunda vinda, o Juízo e, a Nova Terra. A questão pertinente é esta: perante os actos criadores de Deus, revelados na vida em constante transformação dos crentes, qual a reacção do mundo?
- Os descendentes de Noé, começaram a duvidar da história e, deixaram de aceitar a existência de Deus. Cedo passaram à prática, construindo uma cidade e, uma torre, que é conhecida pelo nome de Babel (ver em Génesis 11:1-2). Várias são as interpretações para a escolha deste tipo de construção. Para a maioria, não era só importante encontrar explicações, mas também evitar o desastre através da água. Mas o fundamento de todas estas actividades, consistia principalmente em legitimar cada vez mais a rejeição para com Deus. No entanto, para Deus o importante foi a prevenção e o tratamento deste tipo de problemas. A melhor solução consistia no seguinte: espalhar o homem pelo planeta, para que desenvolvesse a diversidade e, houvesse um contacto mais próximo à terra, ou à natureza, que revelasse cada vez mais a Deus e, possibilitasse a felicidade humana.
- Somos só chamados a construir torres, ou altares? Não, tanto um como o outro caso, as construções são sempre resultados das respostas que se dão ao chamado de Deus. É uma ilusão pensar que as torres, ou os altares, é que são por eles próprios, o que está em questão. A simbologia é também a arte de comunicar da forma mais rápida, profunda e, factual, em quem se acredita, e o que está em causa, é a escolha na liberdade das criações de Deus, mesmo perante as contrafacções e, conflitos. A vida é constituída por incessantes encontros e, por mais que pareça, não é o brilho das torres ou dos altares, que mais contam para o próximo. Estes são simplesmente símbolos, que dão a conhecer o/a Deus com quem se testemunha, porque o importante são a liberdade, os preços e, as concretizações individuais conjugadas com as universais. Estas, em Cristo têm constantes transformações e, tarde ou cedo, os encontros de Deus se tornarão no definitivo encontro com Jesus, a partir da sua Segunda Vinda. Até lá, cabe a cada um escolher qual o tipo de relacionamento a ter neste momento e, no futuro com Deus, o próximo, o ambiente e, o Universo.